quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O barquinho

Era uma vez um barqueiro que se ocupava todos os dias a transportar pessoas de uma margem do rio para o outro.
O rio era largo e com algumas dificuldades. Correntes, redemoinhos perigosos e rochas no fundo.
Um dia, teve um cliente muito especial. Era um senhor de ares de intelectual, desses que sabem
tudo....
Enquanto o barco deslizava suavemente, o senhor perguntou ao barqueiro:

— Quais são as suas habilitações literárias? Que conhecimentos tem acerca de economia, de direito, de
literatura, de informática?
O barqueiro respondeu:
— Não sei. Nunca frequentei nenhuma universidade. A um certo momento, houve um acidente e o barco estava para ser engolido pelas águas. Nesse momento, o barqueiro gritou:
— O senhor sabe nadar?
— Não. Não sei nadar.
— Para que lhe serve tanta ciência, se não sabe nadar?
De que serve ao homem ter muitos conhecimentos, conhecer todo o mundo, possuir uma grande fortuna, se desconhece o essencial? O essencial é a sua vocação a buscar Deus e nele encontrar a paz e a felicidade.

Mel Costa

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